É a maior cidade da África do Sul. Mas não é uma das capitais. É isso mesmo: capitais. São 3, a saber: Cape Town (poder legislativo), Pretoria (poder executivo) e Bloemfontein (poder judiciário).
A cidade tem na mineiração o seu forte, com jazidas de ouro, diamante e alumínio.
Johannesburg (ou Jo'burg para os íntimos), é a capital da província de Gauteng e não era exatamente uma cidade turística. Era mais um ponto de partida para outros locais, como o Soweto e Pretória. Mas como todos os turistas tem que passar por lá na ida ou na volta, a cidade tem aumentado a oferta de atrações turísticas. É praticamente a capital cultural da África do Sul, com várias opões de musicais, peças de teatro e museus.
Ficamos hospedados no MetCourt Hotel, que é perto do aeroporto. Mal sabíamos que ele era parte de um grande complexo, que incluia um cassino. Aliás, Johannesburg é a Las Vegas da África do Sul (que o digam aqueles que estiveram em Sun City).
Vantagens: eles oferecem translados do aeroporto para o hotel e vice versa. O casino tem uma praça de alimentação e algumas lojas. Dá para comer um hot dog ou crepe no cassino mesmo depois que a praça de alimentação fecha. As acomodações são boas. Tem casa de câmbio da American Express e banco 24h.
Desvantagens: é longe de tudo. Para chegar até o centro de Joburg de taxi, você vai desembolsar cerca de 500 rands. Tem mais cingapurianos do que sulafricanos andando por lá. É preciso tomar cuidado com os pertences, porque há muitos batedores de carteira rondando os jogadores desavisados.
Indo e vindoPara andar em Joburg, você precisa de um carro. O transporte público não é lá essas coisas: nos finais de semana, os ônibus não funcionam (depois das 13h do sábado). Só os perueiros e, segundo o guia, é melhor deixar isso para os moradores. Não há metrô e os taxis costumam cobrar 10 rands para cada quilômetro rodado. Por isso decidimos contratar um guia, Ruben Bewula, que é de Moçambique mas mora lá há 15 anos. Ele fala portugues (aliás, ele fala as 11 línguas da África do Sul e as 9 de Moçambique!), então se o seu inglês não saiu do "the book is on the table", pode ser a melhor opção. O Ruben é um cara muito profissional e prestativo, sempre pontual e pronto para ajudar. Tanto que até parou o carro no meio de uma via expressa e saiu debaixo de uma tempestade para ajudar um motorista que vinha dirigindo atrás dele e acabou caindo num barranco. Nós recomendamos! (Bewula Tours: http://www.bewulatours.co.za/).

Pessoalmente, achei a cidade muito parecida com São Paulo. O tour pela cidade não nos animou muito e o tempo estava horrível, com muita chuva, por isso nem pensamos em curtir a noite ou assistir algum musical. A cidade tem fama de ser perigosa, mas nada que alguém que mora numa grande cidade já não esteja acostumado.